Foi um pouco antes do nascimento de Lucas, seu primeiro filho, que Pedro teve aquela “brilhante” idéia. Resolveu comprar um cachorro para seu filho.
Na sua fantasia, o menino e o cachorro seriam amigos, cresceriam juntos e fariam uma grande amizade. Um menino e um cachorro recém nascidos tratados como irmãozinhos.
Tudo ia bem, apesar da desproporcional distância física do crescimento de ambos. Hulk em poucos meses estava enorme. E tudo deixou de ficar bem quando Hulk rosnou agressivamente para Lucas certa vez, assustando seu próprio pai.
Pedro temeu que Hulk poderia ficar zangado e agressivo novamente com o menino que agora tinha três anos de idade. Hulk, com a mesma idade de Lucas, já tinha o tamanho de um cachorro adulto. Sua força já se tornara bastante perigosa.
Mesmo sendo adestrado, Pedro sentia que havia riscos. Hulk então foi colocado numa casinha feita especialmente para ele, distante da casa, distante de Lucas.
Parecia que tudo estaria solucionado para o bem de todos. O cachorro estava preso e Lucas seguro.
Mas foi num dia de descuido dos pais, que Lucas, aos cinco anos de idade aproximou-se da casa de Hulk, e ninguém percebeu. O menino foi visitar seu amiguinho e resolveu ir adiante. Abriu a porta da casa e entrou para ver o cachorro que dormia no chão.
Lucas silenciosamente abaixou-se para acariciar o cachorro quando em um rápido salto, Hulk arremessou-se contra o menino atacando-lhe o rosto. Dilacerou 70% da face do menino no mesmo instante. Foi sangue, gritos, choro e latidos; tudo ao mesmo tempo.
Pedro, que estava em casa, correu para socorrer seu filho ensangüentado, quase morto aos cinco anos de idade. Por sorte chegaram a tempo para um atendimento de emergência próximo.
Depois de retornar do hospital, Pedro matou Hulk a pauladas.
Hoje, depois de 31 cirurgias plásticas para recuperação do rosto, Lucas com oito anos de idade, aguarda para fazer mais uma cirurgia.
Sua vida está preservada, mas com graves seqüelas.
Uns dizem que ele teve sorte por estar vivo. Outros dizem que ele teve azar quando seu pai teve aquela “brilhante” idéia.
(Baseado em fatos reais)
Obrigado pela leitura!
5 comentários:
Que triste comentário sobre a infelicidade deste cão vir participar de uma familia de humanos que acabou trucidando o animal POR SUAS PRÓPRIAS FALHAS!Descuido dos pais? me desculpem....isso não é descuido, é DESCASO com a vida de um ser pequeno que estava na responsabilidade desta criatura que se chama Pedro e do outro ser que também estava sob os cuidados deste mesmo humano IRRESPONSÁVEL que acabou tentando resgatar suas falhas matando o animal com crueldade. Estou repassando este seu blog para que outras pessoas que como eu amam os animais e com certeza concordam com meu comentário. E este senhor Pedro? fizeram o que com ele como pai irresponsável? chamo de irresponsável sim porque, se havia o risco do animal de 4 patas atacar seu filho que também é um inocente, tivesse ele procurado um novo lar para o cão e todo este horror teria sido evitado. Aliás, tudo seria evitado se ele não tivesse adquirido o cão e nem tivesse posto um filho no mundo se ia ser acometido de DESCUIDOS!
Me indignei com este caso e todos os outros que se assemelham e seguem a mesma linha de raciocínio.
Faço minhas todas as palavras da Mara. Tanto o garotinho quanto o cão foram vítimas de seres humanos, no mínimo, irresponsáveis.
Lucas ficou com graves sequelas. Hulk foi condenado à morte e teve sua sentença cruelmente executada. E a Pedro, nada acontecerá? E à mãe de Lucas, tb não acontecerá nada? O casal "descuidado" ficará impune?
Pois é, esse é o Brasil. Somente os inocentes Lucas (por ser uma criancinha) e Hulk (por ser um animalzinho) é que foram punidos pela irresponsabilidade de seres humanos adultos, ditos "pensantes" e "descuidados".
A irresponsabilidade dos adultos e jovens atinge e vitima as crianças e os animais.
Marius,
Que história mais triste e chocante! Nem Hulk e nem Lucas tiveram culpa, ambos foram vítimas da irresponsabilidade de Pedro.
Resolver o problema, matando o cão a pauladas? Violência só gera mais violência!
Quando meu filho tinha um ano de idade, eu o deixei brincar perto de nossa cachorra Rotweiller chamada Mila, que estava comendo. Ele foi pegar a ração do prato dela e ela mordeu seu bracinho. Eu impedi meu marido de fazer alguma coisa com a Mila, pois eu sabia que a culpa era MINHA e não dela. Felizmente, no caso de meu filho, ela deu apenas uma mordida de advertência, pois ela poderia ter facilmente mastigado e trucidado o frágil e macio bracinho dele. Como sua mordida é muito potente, um dos dentes perfurou sua pele, fazendo sangrar. Eu SEI, que se a Mila tivesse tido a intenção de machucar, ela o teria feito. Ela deu apenas uma advertência: "Tire a mão de meu prato de comida." Em nenhum momento culpei o animal e somente a MIM, que fui irresponsável e descuidada, ao deixar meu filho de um ano brincar com a Mila, enquanto ela estava com o prato cheio de ração. Não a surramos e nem a castigamos por causa da mordida, seríamos mais irracionais do que ela, se o tivéssemos feito.
Sinto muito pena do pobrezinho do Lucas, que ficou desfigurado, e do pobre Hulk, que só reagiu ao seu instinto. Ao primeiro rosnar agressivo de Hulk, o Pedro deveria tê-lo doado a outra família. Ao colocar o cão em uma casa distante de Lucas, ele só aumentou a solidão do animal e sua agressividade.
Querida Beatriz, não imaginas o quanto foi oportuno teu depoimento.
Essa estória que escrevi, foi "baseada" em fatos reais, mas não foi exatamente assim. Foi uma criação minha. A idéia é de despertar exatamente a reflexão sobre o tema. Sem dúvida, mexeu com as pessoas, pois envolve a vida de crianças e animais. Envolve sofrimento e culpa. E mais, pode acontecer em qualquer família.
Vi teu depoimento como um frutífero complemento do que escrevi.
Obrigado
Marius
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