Gosto de conversar com os estranhos. Deles colho informações despretensiosas, impressões autênticas, o que sempre gera algum “material para trabalho”. Em especial faço perguntas aos taxistas, eles vivem circulando pela cidade e também “colhem” impressões de seus passageiros, o que pode influenciar suas opiniões.
Período eleitoral e pergunto:
- E ai amigo, que está achando dessa eleição? Pronto, vem informação, opinião, pareceres, etc.
Dia desses, resolvi perguntar sobre a “Lei Seca”. O motorista meio descrente tentou me convencer de que essa lei em nada mudaria a vida dele. Essa resposta certamente foi pelo fato dele não beber bebidas alcoólicas, agregado a histórica deficiência de fiscalização no Brasil.
Não me contive e tive que dizer: - Muda sim!
Vai diminuir o número de bêbados dirigindo carros por ai, o que significa menores chances de algum bebum bater em teu carro. Ele finalmente concordou.
Lembrei de uma das idas a SC em fevereiro com o Diego e a Charlene. Eu dirigia, eram umas 11h em plena estrada federal. Por causa das obras, os carros eram obrigados a parar. Numa dessas paradas, desceu do carro da frente um senhor com uns 50 anos. Estávamos todos parados em fila. Ele sai do carro completamente grogue, não conseguia se equilibrar nas pernas!
Ficamos apavorados. Em uma estrada tão perigosa como aquela e o sujeito BÊBADO. Era de manhã!
Imediatamente ligamos para a Polícia Rodoviária Federal. Fizemos a denúncia, fizemos o que todo o cidadão deve fazer.
Aquele homem embriagado poderia ser mais um assassino “por tabela” dirigindo naquela condição.
E se algo acontecesse? Poderia ser mais uma tragédia, mais uma família destruída.
Eu apóio a lei. Podem beber, mas não dirijam bêbados, por favor.
Abraços!
sexta-feira, 25 de julho de 2008
A lei Seca
segunda-feira, 21 de julho de 2008
SIM, NÃO ou TALVEZ.
Algumas dessas reuniões são decisivas para definir se o caminho é avançar ou retroceder.
Se depender de uma resposta, ela pode ser:
SIM, NÃO ou TALVEZ.
Estar preparado para ouvir essas três respostas sempre fez parte da minha preparação. Alguns colegas de trabalho que tive só se preparavam para ouvir um “SIM” e quando a resposta era negativa, saíam muito frustrados dessas reuniões, pois não estavam preparados para ouvir um “NÃO”.
SIM e NÃO são afirmações decisivas para seguirmos em frente ou pararmos imediatamente.
Vejamos a seqüência de cada resposta:
SIM = dê o próximo passo. Depois do sim, continua a seqüência do seu plano.
NÃO = acabou. Pare e reflita sobre as razões do "não", antes de fazer qualquer movimento (pelo menos, por um bom tempo).
TALVEZ = há chances concretas de ouvir um SIM.
Explico:
Um “TALVEZ” tem um valor interessante. Imagine-se perguntando para uma pessoa:
1) Quer casar comigo? E ela responde: SIM.
2) Quer casar comigo? E ela responde: NÃO.
3) Quer casar comigo? E ela responde: TALVEZ.
Talvez significa oportunidade de reversão. Talvez pode ser mais SIM do que NÃO. Para responder com um “TALVEZ”, a pessoa precisa se imaginar na situação em que foi questionada. O mesmo não ocorre com a resposta “NÃO”. Quem diz NÃO, não consegue se imaginar na situação em que foi questionada.
Lidar com essas respostas é importante para obtermos sucesso nos projetos de nossas vidas.
O que você acha? SIM, NÃO ou TALVEZ?
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Em São Paulo...

Estou em São Paulo, participando da Feira Abiótica 2008. Tem um link interessante que é a imagem em tempo real feita pela MORMAII:
http://www.truetech.com.br/webcast/interface.html
Aqui estão as principais empresas e marcas de produtos ópticos do Brasil, expondo as tendências, tecnologias e todas as novidades relacionadas ao mercado óptico brasileiro.
Estou aqui acompanhando os movimentos políticos dos bastidores desse setor que é tão importante para a sociedade por tratar da saúde visual da população.
Meu retorno será no próximo sábado (19/07).Por enquanto, foco no trabalho e muita saudade da Odete e do Enzo.
Bjos!
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Manifestação em Porto Alegre
A pedido do Helio Paz - http://heliopaz.wordpress.com/, estou divulgando o "Ato em Porto Alegre", uma manifestação Movimento dos Sem Mídia frente aos epísódios envolvendo as prisões de Daniel Dantas.
Maiores informações:
http://heliopaz.wordpress.com/2008/07/13/sabado-dia-20-10h-no-brique/
Divulgado Helio!
sexta-feira, 11 de julho de 2008
A MEMÓRIA CURTA...
Ao mesmo tempo, pessoas se amontoaram em frente a delegacias insufladas e protestaram de acordo com as suas interpretações e ócio. Esse show acaba imediatamente quando ninguém mais comentar sobre esse assunto.
Depois do espetáculo recolhe-se a lona.
Agora restará para a família e os amigos, as lembranças nas diversas formas imagináveis, físicas ou não, enquanto os aproveitadores deixarão em suas gavetas os discursos prontos para uma nova ocasião.
Minha teoria para a “memória curta dos brasileiros” é justamente: o excesso de informações e a escassez de reflexão.
É mais ou menos assim:
Ocorre um fato bizarro e ele é dissecado e espetacularizado pelos veículos da grande mídia. Tudo isso com grande impacto orquestrado para dissemina-lo para a massa. É um bombardeio uníssono sobre o mesmo tema.
Em poucas horas, no máximo dias, a maioria da população toma conhecimento do caso. Surgem comentários domésticos ou no trabalho, na rua, na padaria, etc. Pronto, o fato virou “assunto” e entrou no cotidiano das pessoas.
Agora elas passam a “participar” como coadjuvantes do fato, pois começam a emitir o seu juízo sobre o fato irradiando-o ainda mais. Porém, sem muita reflexão acabam por reproduzir as opiniões que ouviram ou leram.
Essa bola de neve só acaba quando “um novo fato bizarro” e de grande impacto virá substituir o anterior e assim por diante.
Durante esse processo o que menos acontece é o estimulo à reflexão sobre o fato e sim o consumo da informação. As pessoas não transcendem, ficam imóveis sem produzir idéias capazes de ajuda-las a evitar a repetição dos mesmos fatos. O poder público faz movimentos drásticos e simbólicos que duram o tempo necessário para que os holofotes se apaguem. E pouca coisa muda.
Para a nossa reflexão:
“Quando um povo entende mais de novelas do que política, algo precisa ser feito”.
terça-feira, 8 de julho de 2008
ENZO, 02 ANOS...

Dia 06 de julho, nosso filho Enzo completou dois aninhos!
Obrigado por nos ensinar tanto sobre a vida.
Te amamos filhão!
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Uma tarefa...
Recebi da Carla Beatriz a tarefa de responder essas perguntas:
ATIVIDADE PROFISSIONAL: Publicitário.
OUTRAS ATIVIDADES: Músico e Radialista.
ESTRANHISSE: Colocar caramelo na salada de maionese e batata. Misturar doce e salgado.
PRINCIPAIS MOTIVAÇÕES: O amor que recebo e irradio. Os trabalhos que realizo e sei que farão a diferença no futuro da sociedade.
QUALIDADES PARADOXAIS: Concentradíssimo em algumas coisas e totalmente disperso para outras.
PONTOS VULNERÁVEIS: Meu sentimento frente às injustiças.
ÓDIOS INCONFESSOS: Faz tempo que não sei o que é odiar coisas ou pessoas.
PANACÉIAS CASEIRAS: Silêncio noturno para ler e criar.
SUPERSTIÇÕES INVENCÍVEIS: Se tenho alguma dúvida sobre me manifestar, desisto de falar quando sou interrompido.
TENTAÇÕES IRRESISTÍVEIS: Falar em público e a minha paixão pela política.
MEDOS ABSURDOS: Nenhum medo é absurdo. Medo é medo. Nos acompanha até o dia que dissermos: - Cansei de você. Tchau!
ORGULHO SECRETO: Não há. Tudo do que me orgulho, divido com quem amo.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Empresta-me um real?
No dia seguinte, sua memória lhe traiu. Eu aguardei o cumprimento da palavra. Como nada aconteceu, mantive-me quieto. Não aguardava o dinheiro, e sim a prova de que sua palavra podia ser confiável.
Coisa que valorizo é uma pessoa que cumpre o que promete. Ganha meu respeito, minha admiração.
Passou-se mais um dia e, nada. Eu sabia do acordo, e ela, havia esquecido?
No terceiro dia, no mesmo local a sala do cafezinho, ela me entrega um real de volta com a sensação de dever cumprido e emenda um agradecimento.
Peguei o dinheiro, coloquei no bolso e disse:
- Tu podes me pedir o que precisares, mas nunca mais me peça dinheiro.
Ela arregalou os olhos e sentindo-se ofendida, ou até surpreendida com a minha reação, justificou-se dizendo:
- Pôxa, era somente “um real” que te pedi! – Visivelmente chateada.
- Concordo contigo.- disse. – Mas não me refiro ao “valor” do dinheiro. Poderia ser R$ 1.000,00 ou R$ 10.000,00. O que estou te cobrando é o que prometeste, tua palavra, nada mais.
Lembro-me sempre da introdução do livro “A arte da guerra”, onde Sun Tzu diz ao rei:
" O rei ama palavras vazias. Não consegue juntar o gesto à palavra ".
Esse trecho diz muito.
Sei que fui duro, talvez não devesse ser. Ela continuou minha amiga. Alguns anos depois, no dia do meu aniversário, mandou-me uma das mais lindas mensagens que já recebi.
A vida é um eterno aprendizado. Obrigado amiga!
