Pensando sobre a Blogosfera, encontrei "uma" das definições para esse fenômeno:
Eu quero apenas olhar os campos,
Eu quero apenas cantar meu canto,
Eu só não quero cantar sozinho,
Eu quero um coro de passarinho,
Quero levar o meu canto amigo,
A qualquer amigo que precisar.
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar
(trecho da letra da música de Roberto Carlos "Eu quero apenas")
quarta-feira, 30 de abril de 2008
"Blogosfera"
terça-feira, 29 de abril de 2008
"Achados e Perdidos"
Disseram-me que a vida,
é ganhar e perder...
Mas não se perde
o que não se tem
Em três segundos
tudo pode acontecer
Uma lembrança, um gesto,
um sorriso, um adeus!
Que podem mudar os planos teus...
Enquanto você
fechava a porta
pela última vez
eu enxergava o seu vulto desaparecer...
Achados e perdidos, é assim que vai ser?
Um nome, um novo rosto pra se conhecer?
E imaginar...que é você
Chora, chora coração
e limpa tudo de uma vez
Chora, chora coração
esquece tudo
e sonha outra vez
segunda-feira, 28 de abril de 2008
IGNORÂNCIA, CONHECIMENTO E SABEDORIA
Um pequeno exemplo:
IGNORÂNCIA: Você tem uma arma e não sabe usá-la.
CONHECIMENTO: Você tem uma arma e sabe usá-la.
SABEDORIA: Você tem uma arma e sabe quando usá-la e quando não usá-la.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Brigue Comigo...
(Mais uma letra de música da minha antiga banda)
Brigue, brigue comigo
Procure o quanto quiser
me dar um castigo
Pegue um espelho,
se olhe primeiro
Você não tem
mais nada a dizer
Vou contar-te um segredo
Você tem é medo
Por não ser como eu sou
terça-feira, 22 de abril de 2008
Seria um anjo?
Não recordo do horário, mas estava lá no espaço das guloseimas. Certamente ia comprar um chocolate ou outra coisa para adoçar a boca, o estômago e o dia.
Reparei, pelo canto do olho que por perto havia uma senhora de uns trinta e poucos anos acompanhada de um menino e uma menina ambos com idade perto dos 8 anos.
Continuei distraído olhando coisas e preços por mais uns minutinhos, quando fui abordado pelo mesmo menino que havia visto com a senhora. E ele me disse:
- Tio, o senhor compra algo pra eu comer?
- Vai pedir pra tua mãe. – Respondi ofendido.
Achei um absurdo o menino “acompanhado” me pedir para comprar algo. Senti-me cheio de razão. E ele saiu de perto cabisbaixo decepcionado.
Sempre fui um cara solidário e aprendi isso pelos bons exemplos que tive em minha família. Jamais deixaria uma criança com fome.
Foi como se eu tivesse me tornado um insensível, uma pessoa sem coração. Aquilo me feriu profundamente, cometi uma injustiça e o pior: contra uma criança.
Com rapidez andei pelos corredores da loja procurando o garoto, olhei por tudo, precisava reparar o que fiz. Olhei pra todos os lados, corredores, pessoas, e nada; nenhum sinal.
Resolvi comprar uns pacotes de bolachas recheadas para dar ao garoto caso ainda o encontrasse. Segui procurando por mais uns minutos até perceber que não o encontraria mais.
Entristecido saí da loja com aqueles pacotes de bolachas sem saber o que fazer. Intuitivamente caminhei até chegar numa praça que fica bem no coração do centro.
As crianças, que brincavam por perto, nem notaram a minha presença.
Entreguei as bolachas para uma delas que parou de conversar e com uma expressão de surpresa atentamente me ouviu. Falei coisas, e delas, pouco me lembro. Sei que falei em Deus tentando justificar o que fazia ali. Estava muito emocionado. Era como se eu tivesse sido levado até elas.
Aquelas crianças podiam estar com fome e o pouco que fiz, pode ter ajudado. As mulheres me agradeceram e fui embora como se eu é que tinha que agradecer.
Depois pensei: seria aquele menino um anjo? Jamais saberei.
Já faz mais de vinte anos, mas ainda me emociono quando lembro dessa experiência.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
As Lesmas Gigantes
Os monstros pegajosos foram vistos pela primeira vez em uma propriedade rural bem próxima ao município, cerca de uns 30 km, e de lá vêm atacando o que estiver em sua frente. O rastro que deixaram por onde passaram era desolador, pura destruição.
O clima no país era de total consternação.
Os programas de TV em cadeia nacional, preocupados com o corrido, começaram a fazer o seu papel. Entrevistavam especialistas no assunto para informar a população sobre o ocorrido ao mesmo tempo em que davam dicas de como emagrecer de forma saudável em 7 dias “comendo sopa”. Os painéis ao fundo dos entrevistadores no estúdio eram incríveis, coloridos com fotos de lesmas parecendo um verdadeiro concurso de arte gráfica. Era um show.
Um apresentador chorou ao vivo, mas logo se recompôs para anunciar o novo e revolucionário produto para pôr fim à constipação. “Maravilha”, disse ele. “Eu já experimentei”.
Em entrevista coletiva, o prefeito da cidade (com a sua esposa ao lado, devidamente maquiada) se pronunciou ao vivo sobre as providências que seriam tomadas.
Ao mesmo tempo, em outra emissora, a única imagem disponível até agora dos moluscos era apresentada 18 vezes ininterruptamente, com uma trilha musical aterrorizante seguida do comentário de um repórter nervoso falando direto do local.
Na intenção de enfrentar o problema. As autoridades convocaram todos os especialistas disponíveis, sociólogos, professores universitários, astrólogos, videntes, flanelinhas, engenheiros, músicos, e outros.
Pois na confusão, por descuido chamaram até o “Seu Lacerda”, morador local aposentado de 74 anos conhecido na cidade por andar devagar no trânsito. Devia ter alguma relação com a lerdeza das lesmas! Seu Lacerda entrou na sala da entrevista coletiva e os assessores se flagraram da mancada. Mas orientaram: “O senhor senta ali, logo atrás daquele vereador. Não precisa dizer nada.”. Coletiva de imprensa disputadíssima. Vieram secretários, vereadores, padres e outros.
No rádio, um pastor dizia ironicamente: “Viram? Querem viver em pecado?” e ainda: “Eu vos avisei irmãos!”. E a turma de dentro da igreja na transmissão ao vivo gritando: “Aleluia”.
Enquanto isso, anunciantes corriam para negociações relâmpago com os principais veículos, a fim de conseguir os melhores descontos nos preços da tabela. Uma ONG de defesa dos moluscos demonstrava em uma emissora que a tragédia já havia sido anunciada anos atrás. 'Não nos deram ouvidos, agora precisamos encontrar os “verdadeiros responsáveis”', disse o seu representante.
As forças armadas estavam se deslocando para o enfrentamento, quando o Seu Lacerda gritou no meio da coletiva: “Sal! Sim! Sal!”
Como ninguém tinha pensado nisso!
“Vamos usar sal no combate a essas aberrações!” - disse o prefeito.
Saíram todos correndo para providenciar o sal, e o Seu Lacerda ficou pra trás, saindo da sala bem devagarzinho, como de costume, passo a passo.
Na rua, chegavam caminhões do maior supermercado da região (pertencente ao sobrinho do prefeito) com suas logomarcas cheirando a tinta fresca. Lotados de sacos de sal. O calculo era 100 kg por lesma. Vai ter que dar certo.
Seu Lacerda olhou pros caminhões e pensou: “Nossa, já tinham pensado nisso. Como são ligeiros”.
Nas laterais dos caminhões estava escrito: ‘Supermercado x, “com o povo, sempre”’. Coincidentemente ou não, era o slogan que o prefeito utilizou em uma campanha recente.
A aeronáutica despejou toneladas de sal em cima das lesmas que iam se derretendo rapidamente. A alegria da vitória estava estampada nos rostos das autoridades.
Todos os veículos de comunicação foram para um local onde estavam os restos mortais de uma lesma. Era na beira da estrada, que estava cheia de equipes e carros da imprensa. Um jornalista novato ajeitava o cabelo, pronto para entrar ao vivo quando começa uma enorme correria.
Os carros começam a sair correndo, cantando pneu, e todas as equipes das emissoras começam a se retirar do local alucinadamente.
O rapaz gritou para um colega de outra emissora perguntando o que houve. E o colega responde pela janela do carro: - Um gorila treinado acaba de assaltar uma relojoaria!.
Ele pega o seu colega com a câmera e os dois vão embora com muita pressa.
Todos se foram, o local ficou deserto.
Depois disso, não sei por que, mas nunca mais falaram sobre as Lesmas Gigantes...
quinta-feira, 17 de abril de 2008
“Trago e Estrago”
A festa, se é que se pode chamar, era na garagem com churrasqueira da casa. Logo de chegada, percebemos que ia demorar pra começarem a servir a comida. Fogo recém acesso, pessoal chegando devagar, sem pressa. Só restava beber e aguardar, ouvindo a música do ambiente regada a bate-papo.
Chiquinho já estava lá desde cedo, bebendo e contando piadas. Uns dez minutos se passaram quando de repente pára a música e uma pessoa anuncia num microfone de karaokê: “Senhoras e senhores, lhes apresento a única, a maravilhosa e sexy: Lindsey!” e começam os gritos e assobios (principalmente das mulheres presentes).
Foi quando olhamos para uma porta lateral e surge o Chiquinho, irreconhecível, todo maquiado, com uma peruca loira, de salto alto e dentro de um vestido longo cheio de brilho. A gritaria aumenta, e as risadas também.
Aquela peruca loira contrastava mais ainda, pois Chiquinho é negro. Fiasco total. Todo mundo se divertiu e riu muito. A energia dele era impressionante, parecia interminável. Mas terminou.
Depois do “show” Chiquinho foi sentar num canto, todo suado, para se recompor. Antes disso, ele já havia devolvido a peruca e o resto dos pertences femininos que compuseram a personagem. Restava ainda um pouco de batom vermelho borrado em sua boca, mas quanto mais ele bebia, mais a mancha sumia .
Chiquinho dormiu; apagou por completo. Todo desajeitado, esparramado num banco comprido desses de salão. Ficou ali, desfalecido com um dos braços estendido, solto. Sua boca, caída e mole, completava uma expressão de exaustão física. E a música alta, as conversas mais ainda, gritaria de crianças e latidos de cachorros continuavam à mil. Tudo isso se confundindo no ar.
Olhei pro Chiquinho...desmaiado. A festa recém ia começar. Na minha mente, fundiam-se as imagens do “show” com a daquele corpo desfalecido no meio do barulho intenso.
Chiquinho não viu a festa, dormiu profundamente. E até o final ficou ali, inconsciente.
Eu não sabia se ria ou se chorava.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Não temas...
Não temas a verdade
e o que dela advir
Escondê-la é querê-la
de uma forma diferente
A verdade é um vulcão
Não se tapa, nem segura
Quando se dá a erupção
terça-feira, 15 de abril de 2008
Enzo - Um aninho...
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Voando Alto...
(Havia comentado que iria postar umas letras de músicas que tinha feito alguns anos atrás. Aí vai!)
VOANDO ALTO
Venha,
vamos passear por ai
Voando alto, flutuando,
sobre o mundo
Só pra ver de cima,
como vai o planeta
Eu seguro tua mão,
e o vento nos leva
Veja, cidades gigantes!
E nelas, pessoas tão distantes
E se alguma luz,
chamar tua atenção
Pode ser alguém
cantando uma canção
E se alguma luz,
chamar tua atenção
Pode ser alguém
lendo uma carta de amor
Desperta em mim...
Desperta em mim um sorriso
Quando é disso que preciso
Desperta em mim a paixão
Quando provoco o coração
Desperta em mim a riqueza
Quando rejeito toda pobreza
Desperta em mim o amor
Quando me liberto da dor
Desperta em mim a razão
Quando enfrento a contradição
Despertará em mim o saber
Quando ousar me autoconhecer
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Menina-mãe
Não dá mais pra brincar,
correr por ai, sorrindo
com as amigas
A boneca ganhou vida,
agora chora e precisa de mim
Mudou o sentido das horas,
dos dias, da vida
Virei protetora da pequena e frágil criatura
que em meu colo encontra abrigo
Ontem menina,
hoje mulher e mãe
Tudo tão rápido,
não pude perceber
Quando ouço os gritos e risos
das crianças brincando lá na rua
a saudade repentina me invade
E é nessa confusão de emoções
que sinto como se uma voz falasse baixinho:
E agora, quem é que vai cuidar de mim?
terça-feira, 8 de abril de 2008
Filhos? Eu?
Meus amigos e os conhecidos mais próximos sempre souberam da minha posição: NÃO QUERO TER FILHOS. JAMAIS TEREI UM. FILHOS? NUNCA.
Tinha centenas de argumentos destruidores para a mínima tentativa de convencimento a paternidade. Ainda brincava: “para cada argumento a favor, tenho 100 provando o contrário”.
Na época, já pensava em usar uma camiseta com os dizeres: “Filhos? Não obrigado.”
Minha liberdade era meu principal argumento. Meu violão! Minha soneca! Meu ar! Todos me viam como um egoísta, sabia disso, e não discordava.
Pelo menos dois amigos que eram pais tentaram me convencer a ter um (cheios de razão). Detalhe: os dois são pais separados e sem um histórico convincente para minhas exigências mais primárias. Não deu em nada.
Tudo isso, até um lindo dia numa sessão de terapia...
Argumentando com a psicóloga, sei lá porque, disse: “pois a minha família...” e ela retrucou:
“Família?” “Sim, família” e ela: “Vocês são um casal, não uma família. Quando tiverem um nenê serão uma família. Por enquanto são um casal, duas pessoas”.
Fiquei com aquela cara de bobo (que todo mundo sabe fazer).
E comecei a minha reciclagem. Acho interessante a capacidade humana de se reciclar. E acredito que é essa mesma capacidade que nos faz evoluir.
Hoje, nosso filho está com 1 ano e 9 meses. Lindo! Inteligente! Fofo! Queridão!Esperto!
Ah! Esses dias ele pegou meu violão e começou a bater no chão.
Parecia um martelo na mão dele, que gracinha!
Chats
almas se encontram sem se ver
imaginam-se, descobrem-se
encantam-se
procuram uma conexão qualquer
perdem a razão, caem e voltam
com mais emoção
desentendem-se
desculpam-se e logo esquecem
pouco importa, se merecem
apostam, vibram
trocam e-mails
sonham e acordam
em torno de si mesmas
sonâmbulos eternos
notívagos perdidos
num mundo moderno
sexta-feira, 4 de abril de 2008
TV
Tv é Ibope
É tratamento de choque
Tv é a “teledramaturgia” vendendo
Xampus e serviços bancários
É sangue e crime durante as nossas refeições
É o Reality Show!
É o cinismo enfeitado
É o poder disfarçado
É a tragédia explorada até a última gota
misturada com a venda de câmeras digitais
É a “dica” dos apresentadores
vendendo alguma porcaria para emagrecer
É um pastor eloqüente
Curando doentes
É o “tudo por audiência”
Azar da ética e da decência