As cansativas e enfadonhas peças da campanha do TSE sobre "votar direito" que estão sendo veiculadas nacionalmente, tem sido a "seqüência" de uma lógica que nos tem sido IMPOSTA como verdadeira faz anos no Brasil.
Comentaristas políticos, jornalistas, âncoras de telejornal e editorias impressas, querem nos fazer pensar que: CIDADANIA É APENAS VOTAR.
Querem que imaginemos que, se votarmos mal, precisaríamos ESPERAR mais 04 anos para mudarmos a condução política através de UM NOVO VOTO. Isso é incrivelmente bizarro, pra não dizer canalha.
Não vamos cair nessa.
Imaginem essa situação:
- Alô!
- Pois não, gabinete do vereador Teixeira (nome fictício, é claro).
- Posso falar com ele?
- Quem está falando?
- Um eleitor, que votou nele e agora quer conversar. Algum problema?
- Um minutinho senhor.
6 minutos depois...
- Alô, pois não, é o Teixeira, tudo bem?
- Oi Teixeira, aqui é um eleitor que deu um voto de confiança pra ti. Não, não está nada bem.
Você fez um discurso na tribuna ontem que me decepcionou. Através da tua postura, as escolas municipais serão prejudicadas. Quer saber? Ou você começa a cumprir o que prometeu, ou vou fazer uma campanha CONTRA VOCÊ lá no bairro, tá bom?
- Olha...o seu nome qual é mesmo?
- Meu nome é ELEITOR. (desliga o telefone).
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
4 anos é muito tempo...
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5 comentários:
kkkk
ameii o dialogo!
mas é verdade ngm agueenta mais akela propaganda ridicula do TSE sobre 4 anos é mto tempo!
umas são ate ingraçadinhas, mas mesmo assim ja ta ejuando.. e cmo se fosse uma lavagem cerebral no eleitor! rs
;)
Eu gosto daquele em que o homem fica sapateando...ehehehe
Mas sua análise é ótima!
Tbm achei engraçada a peça do rapaz que sapateia.
Meu comentário pretende fazer com que reflitamos um pouco sobre o que pode estar acontecendo de fato.
Bjos
E só a gente pode fazer alguma coisa.
Eu gosto daquela propaganda do trem haha
Beijos
Marius,
Tenho escrito muitos posts no meu blog a respeito disso: em princípio, votarei apenas para vereador, anulando o voto para a prefeitura de Porto Alegre.
Não há mais debate político mas, sim, puro marketing eleitoral. Um(a) candidato(a) a representante de quem nele(a) deposita confiança deveria ter a consciência de seu papel social como um PRIVILÉGIO CONCEDIDO e não como uma fonte de liberdade para votar leis contra ou a favor daquilo que bem entender.
Enquanto os cargos ao legislativo ainda tiverem candidatos cujos gestual, aparência física e forma de falar mantiverem-se autênticos e estiverem ligados às suas bases, seguirei confiando. Já no executivo, o quadro é bem diferente.
[]'s,
Hélio
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