Casos como o da menina Isabella costumam ser utilizados por aproveitadores que, nas vestes de defensores ou acusadores, desfilaram em nossas casas em horário nobre. Eles ocuparam jornais, revistas, rádios e televisores com seus inflamados discursos cheios de razão.
Ao mesmo tempo, pessoas se amontoaram em frente a delegacias insufladas e protestaram de acordo com as suas interpretações e ócio. Esse show acaba imediatamente quando ninguém mais comentar sobre esse assunto.
Depois do espetáculo recolhe-se a lona.
Agora restará para a família e os amigos, as lembranças nas diversas formas imagináveis, físicas ou não, enquanto os aproveitadores deixarão em suas gavetas os discursos prontos para uma nova ocasião.
Minha teoria para a “memória curta dos brasileiros” é justamente: o excesso de informações e a escassez de reflexão.
É mais ou menos assim:
Ocorre um fato bizarro e ele é dissecado e espetacularizado pelos veículos da grande mídia. Tudo isso com grande impacto orquestrado para dissemina-lo para a massa. É um bombardeio uníssono sobre o mesmo tema.
Em poucas horas, no máximo dias, a maioria da população toma conhecimento do caso. Surgem comentários domésticos ou no trabalho, na rua, na padaria, etc. Pronto, o fato virou “assunto” e entrou no cotidiano das pessoas.
Agora elas passam a “participar” como coadjuvantes do fato, pois começam a emitir o seu juízo sobre o fato irradiando-o ainda mais. Porém, sem muita reflexão acabam por reproduzir as opiniões que ouviram ou leram.
Essa bola de neve só acaba quando “um novo fato bizarro” e de grande impacto virá substituir o anterior e assim por diante.
Durante esse processo o que menos acontece é o estimulo à reflexão sobre o fato e sim o consumo da informação. As pessoas não transcendem, ficam imóveis sem produzir idéias capazes de ajuda-las a evitar a repetição dos mesmos fatos. O poder público faz movimentos drásticos e simbólicos que duram o tempo necessário para que os holofotes se apaguem. E pouca coisa muda.
Para a nossa reflexão:
“Quando um povo entende mais de novelas do que política, algo precisa ser feito”.
Ao mesmo tempo, pessoas se amontoaram em frente a delegacias insufladas e protestaram de acordo com as suas interpretações e ócio. Esse show acaba imediatamente quando ninguém mais comentar sobre esse assunto.
Depois do espetáculo recolhe-se a lona.
Agora restará para a família e os amigos, as lembranças nas diversas formas imagináveis, físicas ou não, enquanto os aproveitadores deixarão em suas gavetas os discursos prontos para uma nova ocasião.
Minha teoria para a “memória curta dos brasileiros” é justamente: o excesso de informações e a escassez de reflexão.
É mais ou menos assim:
Ocorre um fato bizarro e ele é dissecado e espetacularizado pelos veículos da grande mídia. Tudo isso com grande impacto orquestrado para dissemina-lo para a massa. É um bombardeio uníssono sobre o mesmo tema.
Em poucas horas, no máximo dias, a maioria da população toma conhecimento do caso. Surgem comentários domésticos ou no trabalho, na rua, na padaria, etc. Pronto, o fato virou “assunto” e entrou no cotidiano das pessoas.
Agora elas passam a “participar” como coadjuvantes do fato, pois começam a emitir o seu juízo sobre o fato irradiando-o ainda mais. Porém, sem muita reflexão acabam por reproduzir as opiniões que ouviram ou leram.
Essa bola de neve só acaba quando “um novo fato bizarro” e de grande impacto virá substituir o anterior e assim por diante.
Durante esse processo o que menos acontece é o estimulo à reflexão sobre o fato e sim o consumo da informação. As pessoas não transcendem, ficam imóveis sem produzir idéias capazes de ajuda-las a evitar a repetição dos mesmos fatos. O poder público faz movimentos drásticos e simbólicos que duram o tempo necessário para que os holofotes se apaguem. E pouca coisa muda.
Para a nossa reflexão:
“Quando um povo entende mais de novelas do que política, algo precisa ser feito”.
3 comentários:
De novelas ou de Big Brother, não é? Já viu as pessoas comentando aquele programa? Sem falassem no jogo, eu ficaria quieta, mas acho incrível como as pessoas se interessam tanto pela vida dos outros...
Passando aqui e fazendo um reconhecimento inicial. hehehehe
Abraço!
Existe um interesse pela futilidade, uma mesquinharia crônica. Claro, não é a totalidade das pessoas que pensa assim.
Mas que é uma boa parte...
Bjos
Marius,
Por favor, divulga e, se puderes participar, vai ser excelente:
Vamos nos mexer? ;)
http://heliopaz.wordpress.com/2008/07/13/sabado-dia-20-10h-no-brique/
[]'s,
Hélio
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